Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O melhor do Mundo

30
Jul19

A viagem a dois de 2018

Como dissemos aqui, desde que conseguimos equilibrar o orçamento e começar as viagens em conjunto (tinha havido algumas antes de nos conhecermos), tentamos fazer duas viagens por ano, uma a dois e uma com a M.

Em 2018, depois da viagem a três aos Açores que já vos relatámos, onde descansar e apreciar o melhor da natureza foram as palavras chave, fizemos uma viagem a dois, cujo objetivo era aprender um pouco mais sobre a II Guerra Mundial. É um tema de que gostamos bastante, não de uma forma sádica, mas porque tem muito a ensinar-nos e de onde podemos tirar grandes lições. A barbérie que aconteceu há relativamente pouco tempo, com uma sociedade não tão diferente da que temos atualmente, deveria estar presente na mente de todos, para não se repetirem os erros.

Na nossa viagem estivemos em dois países, Alemanha e Polónia, tendo visitado quatro cidades, Berlim, Poznan, Varsóvia e Cracóvia.

Nas próximas publicações vamos contar-vos tudo sobre estes 11 dias, intensos, cansativos mas foram acima de tudo uma grande lição.

29
Jun19

Como dividimos as férias

Desde que ingressei no mercado de trabalho, sempre tive por hábito tirar vários períodos de férias ao longo do ano. O(s) período(s) mais longo(s) de uma semana, uma semana e meia, os restantes de um ou dois dias, conciliados com folgas ou feriados, para descansar ou para uma escapadinha.

O L. não tinha por hábito tirar férias, ou melhor, tirava férias no trabalho mas ficava por casa, pelo que não tinha preferência pela forma de dividir os dias.

Desde que estamos juntos ele aderiu ao meu sistema e felizmente temos tido sempre patrões flexíveis, que não obrigam ao período de 15 dias, por exemplo.

Há quem diga que um período de 2 semanas, no mínimo, é essencial, para desligar por completo da rotina, no entanto para nós este modelo tem resultado. É verdade que por vezes regressamos das férias cansadíssimos, mas felizes, o que dá para enfrentar novamente a rotina com maior ânimo.

Depois há o terceiro elemento da família, que só está connosco em alguns períodos do mês, a filha do L. No que respeita às escapadinhas por Portugal, tentamos sempre gerir de forma a que ela esteja connosco, para conhecer o máximo do nosso país. Quanto às viagens para fora, nos últimos 3 anos temos tentado fazer dois períodos distintos, um em que ela vai connosco, para conhecer mais mundo, sendo normalmente o destino relacionado com os interesses e com os sonhos dela. No segundo período vamos sozinhos, de mochila às costas, e costumamos passar por mais do que um local, vejam o relato da viagem a Bruxelas, Roterdão e Amsterdão, em 2017 (2018 e 2019 estão a chegar). Este é o nosso momento de namorar, de fugir da rotina, de sonhar, de nos esquecermos das responsabilidades e de sermos novamente só um casal de namorados. 

Desde 2017 temos conseguido manter esta "tradição", mas 2020 vai ser um ano de desafios. Já temos várias viagens planeadas, uma mais ambiciosas, outras mais ponderadas, em alternativa umas às outras (esta cabecinha não pára, e sonha muito), porque não sabemos mesmo como vai ser o ano em termos profissionais, mas o plano é manter esta rotina, duas viagens para fora, uma com M. e uma sem M., além dos passeios por Portugal.

Há mais famílias modernas por aí? Como gerem os períodos de férias?

27
Jun19

O Nordeste da Ilha

Como só tínhamos voo de regresso ao final da tarde, aproveitámos a manhã para conhecer a zona Nordeste da ilha. 

Desprezámos esta zona ao longo da nossa estadia e foi dos nossos maiores erros. É verdade que em 5 dias também não conseguiríamos correr toda a ilha e ver todos os pontos de interesse, mas o Nordeste é extraordinariamente bonito e merece tempo. 

Tivemos imensa sorte com o último dia em termos de condições atmosféricas, nem uma núvem no céu, o que nos permitiu ver a ilha de Santa Maria lá bem ao fundo. Ficámos a fazer-lhe olhinhos. 

Mas voltando ao Nordeste. A estrada até esta zona da ilha já é um bom presságio, verde de ambos os lados, cascatas que despontam de surpresa depois de uma curva, e paz. 

Fomos diretos ao Miradouro da Ponta do Sossego, que tem um nome muito bem escolhido. É sem dúvida das zonas mais bonitas, onde o verde da ilha encontra o azul do oceano, numa escarpa de flores. Parece cenário, juramos. 

Passeámos com toda a calma que o cenário exige e depois regressámos a Ponta Delgada. Não foi referido nos nossos relatos diários, mas todos os dias dávamos pequenos passeios pela cidade, até porque o nosso hotel era bem central e aproveitámos para fazer algumas caminhadas ao final do dia. Ainda assim demos, sem dúvida, maior importância às caminhadas de natureza, a descobrir os tesouros naturais da ilha.

Depois de almoço ainda fomos procurar os souvenir (costumamos comprar o clichê iman para o frigorifico) mas também trouxemos queijo da ilha, cuja compra é também uma experiência e bolo lêvedo.

Termina assim a nossa viagem por São Miguel mas brevemente teremos novos relatos dos Açores, uma vez que vamos voltar (desta vez só a dois) para conhecer outras ilhas.

26
Jun19

Dia da contemplação II

Como disse na publicação anterior, quando reservamos a observação de cetáceos, escolhemos a atividade de dia completo. A manhã seria passada em alto mar e a tarde no Ilhéu de Vila Franca. Este lugar peculiar está classificada como Reserva Natural e por isso, tem o número de visitas diárias limitadas. O transporte é feito de barco e apenas o Clube Náutico de Vila Franca do Campo tem autorização para atracar neste local. 

O dia da nossa visita foi próximo ao Red Bull Cliff Diving que se realiza precisamente no ilhéu (já devem ter visto imagens) e apanhámos a preparação do evento. Ainda assim o espaço estava bastante tranquilo e tivemos oportunidade de observar as plataformas dos saltos e tenho uma coisa a dizer: há gente muito chalupa para saltar daquela altura, para o meio de rochas.

Relativamente ao ilhéu, posso dizer que adorámos. As águas límpidas são casa para espécies de peixe lindas. Nunca tinha feito snorkeling e fiquei encantada. Passei todo o tempo que estivemos na ilha dentro de água a observar os peixes. Havia um pequenino, branco, com uma barbatana com todas as cores do arco-íris, um que ficava completamente camuflado na pedra do fundo, e um preto com um risca azul que parecia libertar luz. Adorei mesmo a experiência e aconselho vivamente. Já tinha ideia de tirar um curso de mergulho e esta experiência só contribuiu para aumentar essa vontade. Falta-me tempo (€).

IMG_20180710_171434.jpg

O regresso foi um pouco atribulado, mas ao mesmo tempo divertido. O mar estava a começar a ficar revolto e o capitão do barco estava a adorar atirar o barco contra as ondas para nos molhar. 

Como esta era a nossa última noite na ilha, e tínhamos lido maravilhas sobre o pôr-do-sol de Mosteiros, não quisemos perder.

Fomos ao hotel tomar banho e preparar as malas para o regresso do dia seguinte e fizémo-nos à estrada.

PANO_20180710_204926.jpg

Não há muitas palavras para descrever este pôr-do-sol foi seguramente o mais bonito que já vi. Havia algumas nuvens, mas só contribuiram para tornar a imagem ainda mais pitoresca. 

Se forem a São Miguel, não percam este pôr-do-sol por nada.

25
Jun19

Dia da contemplação I

Uma das nossas grandes motivações para visitar os Açores, era a observação de cetáceos.

Há uns anos fomos passar um fim-de-semana prolongado à Arrábida e depois fizemos o passeio no Sado para observação de golfinhos. A taxa de avistamento é de cerca de 95% mas, adivinhem quem esteve naquela pequena percentagem dos azarentos que só vê alforrecas? Sim, nós...

Nessa altura a M. manifestou desejo de ver baleias e como somos pessoas que gostam de realizar sonhos, não descansámos enquanto não a levamos aos Açores para tentar realizar esta experiência, com o bónus de podermos ter sorte de ver baleias e golfinhos.

Havia imensa oferta, mas optamos pela Picos de Aventura, tendo escolhido a atividade de um dia inteiro, em que parte desse dia seria passado no Ilhéu de Vila Franca. 

Se estão a acompanhar o diário da nossa viagem, devem ter visto aqui que houve uma coisa que correu menos bem. O nosso relato chegou ao dia e ao momento. Pela introdução, já devem calcular do que se trata. 

Antes da partida para o mar, houve um briefing onde nos foram mostradas todas as espécies que podem ser observadas ao largo da ilha, desde espécies residentes a espécies em migração. Partimos com a expectativa elevada. Navegámos, navegámos e nada. Iamos ouvindo algumas coisas no rádio (há pessoas em terra a tentar captar indícios de baleias e a orientar o barco), mas nada promissor. Também nos tinham sugerido que tentássemos ver os "repuxos" das baleias pelo que as nossas cabeças pareciam antenas. E nada. 

Começava mesmo a sentir-me frustrada, uma vez que também aqui a taxa de avistamentos é elevada, e na sede da empresa havia um mapa com os avistamentos. No dia anterior tinham sido vistas diversas espécies, tanto de baleias como de golfinhos. E nós nada.

Apesar da frustração temos que ter sempre em conta, quando partimos para estas experiências, que estamos a lidar com vida selvagem e que (felizmente) não a controlamos.

Entretanto o rádio lá dá um sinal, e o barco vira bruscamente de direção (movimento controlado, claro). Afinal havia alguma esperança.

Neste tipo de experiências, para garantir a intervenção mínima na vida dos animais, quando se deteta um grupo a aproximação é feita por trás ou pelos lados, nunca cortando o caminho. Quando estamos relativamente perto, o motor abranda e são os animais que decidem (ou não) aproximar-se de nós. Esta informação deixou-me descansada pois apesar de querer muito ver baleias e golfinhos no seu habitat, não queria perturbá-los mais do que já fazemos com a poluição e pesca.

Começámos com os golfinhos Roaz.

IMG_20180710_104218.jpg

Um grupo relativamente grande e tradicionalmente brincalhão, que se fartou de andar à volta do barco e fazer acrobacias, saltos e cambalhotas. Senti-me uma criança tal era a minha alegria de os ver ali, livres. A M. também estava a gostar, mas penso que o facto de estar em alto mar a deixava um pouco assustada e não gozou a experiência na totalidade.

Apesar de neste vídeo eles estarem um pouco longe, os Roaz chegam bem junto do barco e saltam mesmo ao nosso lado. Nesse momento aproveitamos para ver com os olhos, como diz o L.

Entretanto o grupo começou a dispersar, havia vários barcos na zona e eles queriam fazer a vontade a todos , e pusémo-nos novamente a caminho, em busca de novos grupos/espécies.

Vimos mais alguns grupos de Roaz, sempre dispostos a brincar.

Por fim, vimos os golfinhos Risso, uma espécie mais tímida e muito diferente, devido às características cicatrizes que apresentam por todo o corpo. Apesar da timidez, aproximaram-se bastante do nosso barco e conseguimos vê-los bastante bem, penso que nos quiseram compensar por não haver baleias à vista naquele dia.

O vídeo está um pouco pixelizado, mas tivemos que fazer algum zoom para que ficassem visíveis no vídeo. Ainda assim dá para perceber como são diferentes do Roaz.

Apesar de não termos alcançado o objetivo, ficámos muito felizes com os golfinhos e queremos muito repetir.

Este dia estava destinado a contemplar a Natureza no seu melhor, e não ficámos por aqui. Conto-vos o resto do dia na próxima publicação.

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D