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O melhor do Mundo

13
Mai19

Finalmente as férias de verão de 2018

O ano passado disse-vos aqui que tinha descoberto o paraíso na Terra. Feliz ou infelizmente, ainda tenho muito mundo para conhecer, mas os Açores são bem capazes de ficar bem grudadinhos no topo das preferências. 

Fomos os três em julho, a São Miguel, e a beleza e paz da ilha deixaram saudade ainda o avião de regresso não tinha descolado.

Na altura aproveitámos uma promoção, que seria apenas para três dias, mas enquanto planeávamos a viagem, rápidamente percebemos que não seria suficiente, ou que iria saber a pouco. Por esse motivo, prolongámos logo a estadia e ficamos por 5 dias.

Não íamos com um itenerário fixo, nem costumamos viajar com check-list, apesar de fazermos sempre algum planeamento. Claro que queríamos ver todos os "postais" de São Miguel, mas também nos queríamos perder pela ilha. De tudo o que tínhamos visto, de todas as fotos que nos saltavam aos olhos nas redes sociais e blogs de viagens, nem um único lugar ficou aquem das espectativas. Das paisagens que se desvendavam perante os nossos olhos a cada curva, nada nos desiludiu. De tudo o que fizemos na ilha, só uma coisa nos deixou um bocadinho tristes. Não podemos dizer desiludidos porque na verdade a atividade foi bastante interessante, e deu frutos, mas não o mais esperado. Falaremos disso mais à frente. 

Nos próximos dias vou partilhar um resumo da nossa viagem aos Açores. Se estiverem a pensar visitar nos próximos tempos este lugar mágico, não percam.

09
Out18

Férias de verão 2018

Descobri o paraíso, e afinal até fica aqui bem perto. 

Era uma viagem que tinha em mente há algum tempo e este foi o ano em que aconteceu. O número de pessoas a visitar este paraíso tem aumentado bastante, nota-se nas redes sociais e os moradores também já notam bastante. Daí termos decidido ir este ano, para evitar chegar a um local a abarrotar de turistas. 

Não sou fã de praia, normalmente no verão vou dois ou três dias à praia e chega perfeitamente (a cor da minha pele atesta isso mesmo).  

Portanto, não esperem posts sobre praias paradisíacas, de areias brancas e mar turquesa. Esperem, isso sim, posts sobre um local verdadeiramente bonito, ótimo para descansar, de onde se regressa contrariado mas com o espírito bem mais leve. 

21
Abr18

Passeio na Serra D'Aire

Aproveitámos as férias da Páscoa para tirar alguns dias para descansar. O objetivo era aproveitar os dias por casa e possívelmente dar alguns passeios, se o tempo assim o permitisse. Podíamos ter escolhido imensos locais para passear, é a vantagem de viver no centro do país, mas desta vez optámos pela Serra D'Aire. Está sempre à espreita, passamos por ela vezes sem conta, mas nunca parámos. Nunca lhe démos uma oportunidade.

Aproveitámos um dos poucos dias de sol dos últimos tempos e passámos o dia a passear. Levámos as mais pequenas da família, para que também apreciem os locais bonitos que temos perto de nós e que percebam que um simples passeio pela natureza tem todo o potencial para transformar o nosso dia.

Há vários pontos de interesse nesta serra, podem saber mais no site do Turismo do Centro, aqui

Desta vez optámos pela Fórnea, que tem andado por imensos perfis de Instagram e Facebook uma vez que com a chuva das últimas semanas, a cascata ganhou uma vida nova. Há percursos pedestres devidamente assinalados e até passeios organizados, com guia, mas optámos por ir sozinhos e fazer apenas partes do percurso, também por levarmos crianças, apesar de o percursos ser acessível. 

Começámos pela vista superior da Fórnea, que é de cortar a respiração. Lá no cimo, o silêncio e a paz são arrebatadoras e apetece ficar ali algumas horas a limpar a mente de tudo o que nos rodeia no dia a dia. Até as crianças se sentaram e, de olhos dechados, conseguiram sentir a paz do local. 

 

 

 

Depois fomos de carro para a zona baixa da Fórnea mas a caminho decidimos seguir as placas que indicavam a Praia Jurássica. Não sabíamos do que se tratava e quando lá chegámos ficamos desiludidos. Parecia apenas um pedragulho gigante cravado no chão, com uma placa que indicava que ali teria havido uma praia, há milhões de anos, e apresentava um investimento que teria sido feito pra estudar a zona. Decidimos ainda assim explorar o "pedregulho" e afinal a surpresa até era bem agradável. Havia imensos fósseis e fizémos uma espécie de concurso, para ver quem conseguia encontrar mais fósseis. As miúdas adoraram e nós também. Todos estudámos fosseis na escola, mas vê-los ali, ao vivo, é diferente. Tomamos consciência de que, realmente, este extraordinário planeta já tem uma história muiiiito longa.

 

 

 

Seguimos então para a zona da Fórnea onde há o rio e a famosa cascata. A placa no início do percurso indica um caminho de três quilómetros, ao longo do qual vamos ficando surpreendidos pela paisagem. Pelas características da área, não é uma floresta densa, mas ainda assim é bastante bonita. E ver a serra a erguer-se à nossa frente, a crescer, e ver que ainda há pouco estávamos lá no alto. Fo uma experiência muito boa. A cascata não desilude, parece até que foi construída, num estilo modernista. Ainda subimos mais um pouco, para além da cascata, mas acabámos por voltar para trás, apesar de ainda haver muito para ver. Havemos de voltar.

 

 

 

Este dia deu ainda para passear pela Pia do Urso. Um lugar muito pitoresco, e onde não me importava nadinha de morar. Aqui foi implantado um ecoparque Sensorial, com ensinamentos sobre preservação da natureza e pequenas atividades que as crinaças adoram. 

 

 

Foi um passeio de apenas um dia, por uma zona que temos tendência a desvalorizar, a zona onde moramos, mas que não desiludiu nada. Temos que começar a valorizar mais o que temos aqui ao lado, afinal, vivemos na maior e mais diversa região turística de Portugal, não é verdade? apesar de ser importante conhecer um bocadinho de cada cantinho deste mundo.

06
Abr18

Férias da Páscoa com comédia, em Viseu

Decidimos tirar uns dias de férias em Abril, sem grandes planos, sem locais obrigatórios para visitar. 

Logo no início das férias, decidi fazer uma surpresa ao L. Infelizmente o ano não começou da melhor maneira e precisávamos de algo para descontrair. Mas, como o Karma não gosta muito de mim, a quinta-feira não correu nada como planeado. O plano era sair pouco depois da hora de almoço, para Viseu, mas aconteceu tudo um pouco: fiquei retida no trabalho até às cinco, depois uma consulta foi alterada para as 17:15 e acabou por ter um atraso de mais de meia hora. Tínhamos o carro na reserva mas pensámos que ainda chegaria às bombas. Guess what? Não chegou e perdemos mais meia hora entre ir buscar combustível a pé e depois ir às bombas para atestar o carro. O objetivo do passeio era ir ver um espetáculo de stand up, tínhamos 2 horas de viagem pela frente e, quando finalmente nos fizémos à estrada, faltava menos de 1H30 para o espetáculo. Chovia torrencialmente, um trânsito infernal e muitos pequenos ataques cardíacos pelo caminho.

Lá chegámos a Viseu, vivos mas com uma esperança de vida diminuída, em termos cardíacos, e conseguimos entrar na sala cerca de 10 minutos após o início (mil desculpas, não gosto de atrasos, mas por vezes a vida acontece entre o ponto A e o ponto B e não dá para controlar tudo).

E o que é que íamos ver, afinal? O grande Rui Sinel de Cordes. É um humorista controverso mas para mim é o melhor (português). Não tem filtros, não liga ao politicamente correto e, para mim, em comédia isso é tudo. Concordo que se pode brincar e rir de tudo. O riso é, aliás, uma forma de podermos enfrentar situações mais dificeis. 

Vimos o primeiro espetáculo dele ao vivo na tour Cordes, Out! e falei disso aqui

Esta London Eyes Tour não desiludiu nada. Cordes faz humor com tudo, com o cancro, com atentados, com a fome, com o sexo, com o amor, incluindo com a sua própria vida. Não tem limites e ainda bem porque entrar na limitação de expressão é entrar num campo perigoso, num caminho sem retorno. Muita gente não gosta deste tipo de humor e  RSC acaba por ser perseguido mas, para estas pessoas, é muito simples: não vejam, não ouçam. 

Não desiludiu nada, foi uma bela sessão de exercício muscular ao nível abdominal e facial, um belo momento de descontração e descompressão. 

Aguardamos a próxima tour.

No dia seguinte o plano era passear por Viseu, mas o tempo não ajudou. De manhã ainda tivemos umas pequenas abertas, mas essencialmente choveu o dia todo. Também havia greve, pelo que os museus estavam fechados. Deambulámos um pouco pela cidade, que é linda, ficando a promessa de regressar, um dia, com o tempo mais favorável.

 

11
Mar18

100% português, a primeira desilusão

Sou fã do programa, verdadeiramente. É sem dúvida importante para o desenvolvimento da economia portuguesa, para a geração de riqueza e para a criação de postos de trabalho que apostemos nos produtos feitos por nós e nas nossas marcas. 

O facto de a RTP, a estação pública, ter feito este programa, como tem outros, é importante pois mostra-nos, de forma descontraída, uma série de marcas ou projetos que não conhecemos. Aqui em casa somos fãs desde o início. 

Mas, infelizmente nem tudo é tão claro como parece.

Comprámos casa no ano passado e pretendemos renovar a cozinha. Quando num dos episódios o Raminhos foi procurar eletrodomésticos fomos pesquisar ao site da Meireles e a relação qualidade/preço de todos os eletrodomésticos que precisávamos agradou-nos. Na realidade já conhecíamos a marca, já tivemos um fogão da Meireles, mas nunca tínhamos pensado neste pormenor. O programa estava a cumprir a sua missão e a fazer-nos querer equipar a cozinha com produtos portugueses.

Entretanto, não conseguimos esperar pela renovação da cozinha (que pelos vistos está para lá do horizonte) e tivemos necessidade de comprar a máquina de lavar loiça. Fomos à loja, orgulhosamente pedimos para ver um modelo específico da marca Meireles e falámos um pouco com o vendedor sobre o motivo de querermos aquela máquina. E foi aí que o senhor nos deixou um bocadinho tristes. Efetivamente a marca é portuguesa mas, segundo ele, de todos os eletrodomésticos que comercializam, apenas os fogões e um exaustor são fabricados em Portugal. A máquina, por exemplo, é feita na Turquia.

Ora, efetivamente a marca é portuguesa, e aí o programa não mente, mas pensámos, eu e o L.: de que é que nos serve comprar uma marca portuguesa que está a fabricar fora e na realidade gera trabalho e parte da sua riquesa fora de portas? Feitas as contas, com o preço da máquina que íamos ver, trouxemos uma marca italiana mas com uma qualidade ligeiramente superior e com 4 anos de garantia "de origem" da marca.

Queremos continuar a apostar em produtos portugueses porque é de facto importante para o país, mas sinceramente nesta fase consideramos mais importante apostar em marcas que tenham fábrica em Portugal, pois apostam na mão-de-obra portuguesa e geram trabalho e consequentemente riqueza, do que em marcas que efetivamente são portuguesas mas só de nome.

Continuamos a gostar muito do programa e a segui-lo, mas não deixou de ser uma pequena desilusão. 

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