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O melhor do Mundo

13
Jul17

"O lar é onde o coração faz ninho"

O lugar novo de junho foi batota. Na verdade trata-se de um lugar novo para nós, mas não é propriamente um lugar de turismo.

É a nossa casa. 

Queríamos isto há muito tempo, foi um processo muito demorado, mas em junho pudémos finamente entrar na nossa casa.

A casa da qual somos proprietários, onde vão morar todos os nossos sonhos, onde vamos partilhar e reviver bons e maus momentos. Onde vamos receber os nossos.

Não é uma casa nova, mas é tudo aquilo que queríamos. Bem quase tudo, se pudessemos tinhamos comprado uma moradia, tivémos que nos ficar por um apartamento, mas o sonho comanda a vida, e de momento o apartamento é tudo o que precisamos. 

Tem espaço para as nossas coisas, é no último andar (não há mais vizinhos de cima ), tem lareira e banheira (sim, por estúpido que pareça eram requisitos obrigatórios) e, como bónus, tem uma vista liiiinda sobre a serra. 

 

E a felicidade que é concretizarmos os nossos sonhos!

home_sweet_home.jpg

 

13
Jul17

Feeeeerias 1ª volta! #6

Último destino: Amsterdão. Foi o último local que visitámos nestas férias, mas foi o primeiro a ser escolhido. O L. nunca tinha viajado para fora do país, não mostrava grande interesse, e o único local que falava era Amsterdão. Não podia perder esta oportunidade de lhe mostrar o maravilhoso mundo das viagens e de implantar nele este bichinho que nasceu comigo e que cresce a cada dia. Assim que chegámos, a luz nos olhos e no sorriso dele compensaram todo o esforço que foi organizar (e pagar) esta viagem. Amsterdão foi também o local mais descontraído. Decidimos simplesmente caminhar pela cidade, descobrir cada canto, sem colecionar pontos turisticos. E assim fizemos. No primeiro dia calcorreamos quase toda a cidade e descobrimos que para andar em Amsterdão não há necessidade de gastarem dinheiro em transportes públicos, a pé chega-se a qualquer lado num instante. Além de a cidade ser plana (o ponto mais alto é uma ponte que está 2 metros acima do nível do mar), as ligações entre ruas permitem não só cortar caminho, mas também uma orientação muito instintiva.

Os nossos dias em Amsterdão foram tão descontraídos que não tenho muito para vos contar. Almoçámos nos parques, misturados com os Holandeses que aproveitavam o sol da hora de almoço para das cor às peles e apanhar alguma vitamina D. Passeámos a pé, muito. Apaixonámo-nos pela cidade. Quisémos ficar.

Acabámos por fazer algumas más escolhas nas atrações em que decidimos gastar dinheiro, por exemplo, passámos à porta do "Believe it or not!" onde a entrada e a funcionária nos cativaram bastante. No entanto o resto da exposição tinha menos interesse, ou era menos interativa, o que a tornou chata. Outra escolha menos bem conseguida, foi o Madame Tussauds. Publicitavam uma exposição com os super heróis da Marvel e o L. ficou entusiasmado. Apesar de os bonecos estarem todos incrivelmente bem feitos, incluindo os de celebridade, a dimensão e o número de estátuas é pequena e acaba por não compensar o valor do bilhete. Optámos por visitar coisas diferentes do normal, mas podiamos ter optado melhor.

Quando chegámos à zona dos museus, ouvimos um maravilhoso miniconcerto de violoncelo, dado por um jovem que, aos ouvidos de uma leiga, tem um talento enorme. Vimos o famoso letreiro "Iamsterdam" mas não tirámos fotos pois o mar de gente mal deixava ver as cores das letras.

 

Pontes e bicicletas. Muitas.

Fizémos um tour gratuito (é pago com gorjeta no final), que só pecou por não ter sido feito no primeiro dia.

O guia era extraordinário e ensinou-nos muitas curiosidades sobre a cidade, por exemplo: sabiam que todos os anos limpam os canais, sendo retiradas cerca de 15.000 bicicletas dos mesmos? Como vão lá para ninguém sabe bem. Bebedeiras, roubos, rituais de fim de curso, são algumas das suspeitas.

Outro aspeto interessante é: quem chega a Amsterdão e vê as casas inclinadas, para a frente e/ou para os lados, decide excluir qualquer engenheiro Holandês da construção da sua casa. No entanto, tudo tem uma razão de ser. Bem, quanto à inclinação lateral é obvia e não há nada a fazer, contruir casas em cima de terrenos pouco estáveis nunca foi grande ideia, que o diga a Torre de Pisa. Já a inclinação para a frente, digamos que a ideia de tão simples é genial. Como devem imaginar, ratos é o que não falta naquela cidade, pelo que as arrecadações eram no sótão. Mas acartar sacas pesadíssimas escadas acima não era grande petisco, pelo que utilizavam sistemas de roldanas. E, para as coisas não irem a bater nas paredes e darem cabo da fachada, inclinaram um bocadito a mesma e resolveram o problema. 

Se puderem visitem. Vale mesmo a pena.

Nós vamos tentar voltar em breve. 

24
Jun17

Feeeeerias 1ª volta! #5

O segundo dia em Roterdão foi para visitar um local que não estava nos planos, mas como disse no post anterior, como conseguimos ver quase tudo no primeiro dia, e só tínhamos autocarro ao fim da tarde, o tempo tinha que ser ocupado.

O L. descobriu que havia um Zoo na cidade e não se calou com o assunto. Eu, como excelente namorada que sou, acedi às suas vontades e lá fomos.

Na ida para lá atravessámos um parque onde havia vários campos de jogos e em cada um havia grupos de crianças, de várias escolas, a brincar. Eram pequenas e andavam livres, ao ar livre. Quando cada vez menos vemos isso em Portugal, fiquei feliz por saber que ainda há locais onde se valorizam estes momentos (o chamamento de Roterdão é forte). 

Para muitas pessoas os Zoos são prisões que exibem os seus reclusos, e em certa parte não deixa de ser verdade, mas são também espaços que fazem um enorme trabalho de preservação de espécies em risco. Estão cada vez mais "humanizados" e tentam recriar os habitats naturais, apesar de em alguns casos ser impossível.

O Zoo de Roterdão está muito bem organizado, uma vez que está dividido por áreas geográficas como África, Ásia, América do Norte, América do Sul, Austrália e Europa. É possivel ver algumas espécie que não existem em Lisboa e com algumas espécies é possível uma interação muito próxima. Por exemplo, há um tunel por baixo do habitat dos cães da pradaria, que permite aceder a um buraco no centro do seu território e interagir com eles.

Por minutos perdemos o nascimento de uma gazela, mas ainda vimos aqueles primeiros momentos em que a vida ganha toda uma outra dimensão e a pequena cria tentar colocar-se em pé.

 

 A zona da América do Sul é uma pequena recriação da Amazónia. Houve pessoas a desistir de visitar quando passaram da porta, a humidade é de tal ordem elevada que falta o ar, as roupas ficam imediatamente coladas ao corpo e o suor começa a correr em bica (eu sei que a descrição não é agradável, mas é o que é). Fora isso é um local bonito, onde podemos observar flora única. Havia imensas borboletas, de diversas espécies, mas são seres esguios e que não gostam de paparazzi, por isso só consegui fotografar duas espécies. Quanto aos nenúfares, dava para dançar o foxtrot lá em cima.

 Deixámos para último o espaço que mais cativou o L. a querer visitar este Zoo. Há uma espécie de oceanário, bem mais pequeno do que o nosso Oceanário de Lisboa, com menos espécies, mas com um pormenor que faz valer a pena a visita. Qual é o pormenor? Vejam vocês mesmos.

Isso mesmo, um tunel que passa por baixo do tanque. É lindo e vale muito a pena visitar.

Foi isto o nosso quarto dia de férias. O último antes de irmos para o destino final e mais aguardado.

Mas isto também significava que as férias estavam a chegar ao fim... 

 

23
Jun17

Feeeeerias 1ª volta! #4

Depois de Bruxelas, seguimos para o segundo destino. Outro país, e quase parecia outro mundo. Mais verde, mais luminoso, mas calmo.

Este é o país que aparecerá em primeiro lugar, destacado, na minha lista se algum dia Portugal deixar de ter oportunidades. Na Holanda o estilo de vida seduziu-me.

Começámos por Roterdão. 

Esta é uma cidade moderna e apesar de uma história já antiga, tem uma cara nova, uma vez que renasceu pela mão de diversos arquitetos contemporâneos, após ter sido destruídas por bombardeamentos nazis durante a II Guerra Mundial. Criatividade não lhes faltou. A cada esquina, em cada edifício, algo novo, e incomum, para ver.

As Cube House, de uma amarelo forte, são os edíficios mais estranhos da cidade (apesar de haver muito bons candidatos). Havia algumas à venda, por isso se estiverem a pensar mudar-se para Roterdão, ponderem. Mas levem pouca coisa, diz que o espaço de arrumação não abunda.

Ao lado desta floresta de casas amarelas encontra-se o Markthal, que em português significa "mercado municipal". Este edíficio colossal (fiquei verdadeiramente surpreendida com a sua dimensão), em forma de arco, abriga um mercado, onde se vende desde comida confecionada, ao estilo street food, queijo, fruta, bebidas e flores, tem também escritórios e apartamentos. Sobre a área do mercado, ergue-se um enorme tunel, no qual estão gravadas imagens gigantescas de fruta, legumes e animais, pintadas com cores vibrantes. 

Em Roterdão aproveitámos para passear bastante, sem o objetivo de ver este ou aquele local. Acabámos por nos cruzar com alguns moinhos, os famosos moinhos da holanda, já na periferia da cidade.

 

Foi uma cidade que me apaixonou verdadeiramente porque, apesar de albergar cerca de 600 mil habitantes, é uma cidade limpa, organizada e fluída. Facil e rápidamente se chega a qualquer lado, tanto que no primeiro dia lá conseguimos ver praticamente todos os pontos de interesse da cidade, e ainda conhecemos outros que normalmente ficam mais reservados ao habitantes.

Se tiverem uns dias livres e não souberem que destino escolher, ponderem Roterdão, não se vão arrepender. (se arreprenderem esqueçam que seguiram o meu conselho)

 

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