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O melhor do Mundo

27
Mar18

Diz-me que música ouves...

Nas nossas viagens de carro a música é a nossa principal fonte de diversão. Como o carro já deve uns anos à sucata, os problemas acumulam-se e precisamos de algo que nos distraia para que a viagem seja mais agradável. Não dando para pôr uma pen ou ligar o telemóvel para ouvirmos a música que queremos, optamos por ouvir músicas mais, digamos, pimba, daquelas que dão nas festas da aldeia e que convidam mesmo à boa disposição porque, mal ou bem, toda a gente as sabe e as letras são qualquer coisa de extraordinário. Além disso, a música (moderadamente) alta ajuda a distrair do barulho da correia, do plástico do tablier, dos amortecedores, do rolamento, do rato que anda por lá perdido (não anda, mas por vezes parece), do teto de abrir que tem vontade própria, do computador de bordo que vê problemas em tudo e passa a vida a apitar, e tudo e tudo e tudo.

Assim, a Rádio Bonfim é a nossa grande companhia em viagens longas.

Há uns dias, o L. lançou este "desabafo" que me roubou uma bela gargalhada:

- O meu maior medo é uma dia ir a ouvir a Rádio Bonfim, ter um acidente e o rádio continuar a funcionar. Depois chegam os bombeiros para me vir desencarcerar e decidem que não vale a pena o trabalho, tendo em conta que se trata de uma pessoa que ouve este tipo de música.

 

Nota: nada contra a rádio Bonfim ou aos artistas que nela tocam. Até porque nos fazem muita companhia.

25
Mar18

Tarte de maçã rápida e saudável

Desde o início do ano que tenho tentado ter um estilo de vida mais saudável e isso passa também, e sobretudo, pela alimentação. Para tal, além de muita pesquisa, sigo alguns grupos de facebook de onde tiro imensas ideias de receitas. Ultimamente tenho visto várias partilhas de tartes de maçã feitas na frigideira e fiquei curiosa, no entanto, as receitas não estavam adaptadas ao desafio a que me propus este mês.

Na terça-feira decidi experimentar adaptar e, modéstia à parte, saiu bastante bem. No entanto foi para o pequeno-almoço e não deu para anotar a receita.

Hoje, com a calma do fim-de-semana decidi repetir e de forma a poder partilhar convosco, registei todo o processo.

Esta receita dá para uma frigideira média (cerca de 20cm), e serviu 3 pessoas.

Aqui fica, espero que gostem. 

Ingredientes:

1 maçã

Mel q.b.

Água q.b.

Canela q.b.

1 colher de sopa de farinha de coco

3 colheres de sopa de farinha de trigo sarraceno

5 colheres de sopa de farinha de aveia

2 colheres de sopa de polvilho doce

1 colher de sobremesa de fermento

Côco ralado (opcional)

2 colheres de sopa de puré de maçã (opcional)

 

Preparação:

Comece por preparar a massa, juntado as farinhas, o polvilho e o fermento. Junte água suficiente para a mistura ficar uniforme, mas nem muito líquida nem muito espessa. Se optar por usar o coco e o puré de maçã, junte a esta massa (na primeira vez que fiz não usei, gosto das duas maneiras mas com estes ingredientes a massa fica mais doce). Reserve.

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Barrar uma frigideira com mel e dispor a maçã cortada em fatias até cobrir o fundo.

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Polvilhar com canela e levar a lume brando.

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Quando o mel começar a dourar, verter a massa por cima, tapar a frigideira e deixar ficar alguns minutos em lume brando (3/4 minutos deve chegar). Virar a tarte com a ajuda de um prato e deixar ficar mais 3/4 minutos. 

Está pronta a servir!

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20
Mar18

Relógio biológico

Sabes que o teu namorido tem um relógio biológico mais oleado que o teu quando, naquela altura do mês, se dá esta conversa:

Eu: Estou cheia de dores.

Ele: Então? Vem aí o Sr. Vermelho?

Eu: Sim. Ou isso ou o baby L.

Ele: Agora era bem feita que fosse mesmo o baby L.

Eu: ACHAAAAS? QUE HORROR!

Ele: Que horror? Um bebé é sempre bom.

Eu: OK, mas não agora!! Não temos vida para isso! Vá, como é que reagias se acontecesse?

Ele: Então, era fixe!

 

A questão é a seguinte, já quis muito ter filhos. Queria 4, depois tomei consciência da realidade e passei para 2. Atualmente não sei bem, sou meio bipolar no que à maternidade diz respeito. Acredito que seja a experiência de uma vida, que seja das melhores coisas que se pode sentir e viver, no entanto não sei se estou apta para essa responsabilidade, na primeira instância. Depois, há uma serie de outras questões, não sei se conseguiria cumprir todas as exigências e todas as perspectivas que tenho para a educação de uma criança, não sei se a conseguiria proteger de certos perigos cada vez mais comuns, não sei se conseguiria abdicar da vida que tenho agora. 

Tudo tem o seu tempo e, se tiver que acobtecer, será no tempo certo. 

 

19
Mar18

Não precisamos todos do melhor pai do mundo...

Precisamos de um pai que nos torne orgulhosos daquilo que somos.

Não posso dizer que tenho uma ótima relação com o meu pai. Talvez nem possa dizer que tenho uma boa relação com ele. Temos uma relação, assim crua, sem adjetivos.

Nem sempre foi assim. Felizmente tenho boas memórias do meu pai, durante a minha infância. Lembro-me de ficar feliz quando ele chegava a casa, de ele me ir dar sempre, sem excepção, um beijo antes de sair de casa para trabalhar, que me acordava e na altura me deixava chateada (ninguém gosta de ser acordado naqueles minutos finais do sono). Lembro-me de cócegas e de brincadeiras. Lembro-me de férias em família e dos almoços de domingo que eram sempre frango assado, e mesmo sendo sempre, não cansava, porque eram os únicos almoços todos juntos e no verão, até aconteciam quintal, com a melodia (e a ameaça) das abelhas a pairar no limoeiro.

Mas também me lembro de ele ter sido, sempre, uma pessoa teimosa e pouco flexível.

Depois, com o passar dos anos, com a maturidade e com o moldar da minha própria personalidade, fui resgatando memorias e atribuindo traços de personalidade a essas memórias.

Ao meu pai só interessava se passávamos de ano, não sabia quando tínhamos teste, que matéria andávamos a dar. Não perguntava se éramos felizes com os nossos amigos, queria saber quem eram os pais deles e qual era o ganha pão deles. Não perguntava como tinha sido o nosso dia, mas chegava a ralhar devido a mal entendidos, a coisas que apanhava no ar. Não perguntava se o que tinha idealizado para nós nos faria felizes, no preenchia. 

Durante a minha adolescência, eu segui um caminho bem diferente do dele. Se fisicamente somos parecidos (dizem que sim mas ainda estou para descobrir essas parecenças), no que respeita à personalidade, somos água e azeite.

Para mim mudar de desporto todos os anos era vontade de querer experimentar tudo, era curiosidade. Para ele era não gostar de nada. Para mim, hoje, mudar de emprego, por opção, com alguma regularidade é ambição, para ele é insatisfação. Para mim igualdade de direitos independentemente do género, raça, orientação sexual, é um direito fundamental, para ele os homossexuais são "essa gente", a expressão "os pretos" é utilizada de forma pejorativa e as mulheres devem conter-se mais que os homens.

Ao longo dos últimos 10 anos, a minha relação com o meu pai foi-se tornando mais frágil, muita coisa aconteceu que levou a isso. Somos, mais uma vez, água e azeite mas, somos também polos opostos que, apesar de tudo, ainda têm algum magnetismo. Fraco, mas ainda se atraem. Ainda há dias bons, ainda há coração a bater com esperança que tudo volte à magia das cócegas e dos beijos da manhã.

Apesar destes últimos dez anos, continua e continuará a ser o meu pai, porque sem ele, sem este seu feitio, sem estas suas características, eu também não seria quem sou. E gosto tanto de ser quem sou!

18
Mar18

Busca por um Part-time

Não tenho medo de trabalhar e se for para alcançar os meus objetivos, movo montanhas. 

Comecei a trabalhar aos 16 anos, numa cadeia de fast food, naquilo que era para ser só um trabalho de verão. Acabei por ficar, ao longo de 7 anos, ao mesmo tempo que frequentava o secundário e, posteriormente a licenciatura. Consegui manter um bom rendimento na escola, aliás foi mesmo a época em que obtive melhores resultados, e era, modéstia à parte, uma das melhores funcionárias do restaurante. Sabia que estava a fazer o melhor por mim, a lutar pelos meus objetivos, mas dava-me uma especial garra saber que estava a calar muita gente que dizia que eu não ia aguentar, que ia deixar de dar rendimento e que ia acabar por deixar os estudos.

Agora estou numa nova fase. Tenho trabalho na minha área de formação, e como já disse aqui estou à procura de uma nova experiência, e fiz há algumas semanas o reingresso no mestrado que tinha deixado suspenso em 2015. 

Mas, como os meus planos são muito maiores do que eu, os meus sonhos são muito ambiciosos: viagens, renovar o apartamento que comprámos há alguns meses e daqui a uns anos comprar uma moradia, carro novo, casinha de campo, realizar mais formação específica e mais alguns pequenos sonhos, tenho sentido necessidade de arranjar um segundo trabalho. Toda a gente diz que sou louca, mais uma vez dizem que não vou aguentar, dizem que vou passar o tempo todo a trabalhar. A minha resposta é sempre a mesma: sem trabalho nada se consegue e, se quero concretizer os meus sonhos tenho que lutar por eles e não esperar que venham todos num bilhete do Euromilhões, que pode nunca chegar. 

Tenho concorrido a algumas vagas que há aqui na zona para part-time mas infelizmente nem sequer respostas recebo (o que é triste). Até agora fui apenas a uma entrevista mas queriam um part-time a inclinar para um full-time e que não era conciliável. A minha última opção é voltar para o restaurante que me deu o empurrão para me tornar assim tão focada e lutadora, mas tenho tentado evitar. Eu não tenho medo de trabalhar mas infelizmente o que para mim pode ser um orgulho, lutar pelos meus objetivos, para algumas pessoas é visto como uma vergonha. Perguntei na minha entidade empregadora o que achavam de eu arranjar um part-time, por exemplo num café e a resposta foi "por mim não vejo nenhum problema, mas poderá haver pessoas aqui que não pensarão da mesma forma." 

Além de ser difícil arranjar um part-time quando já se tem trabalho, querem sempre pessoas com disponibilidade, lutar contra o preconceito que muitas pessoas ainda têm será dificil, mas não é por isso que vou desistir. Os meus sonho estão ali à espera e não pretendo que fiquem assim para sempre.

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