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O melhor do Mundo

09
Dez17

O momento certo para procurar um novo emprego

Costumo dizer que procurar trabalho, dá trabalho. Principalmente se tivermos exigências, se tivermos expectativas altas e tivermos definido um determinado percurso profissional para a nossa vida. 

Comecei a trabalhar com 16 anos, no McDonald's, no que era para ser apenas um trabalho de verão que acabou por durar mais de 5 anos. Durante este 5 anos continuei a frequentar o secundário e terminei a licenciatura. Saí, por opção, quando fui realizar estágio curricular. 

Passado uns meses voltei ao McDonald's, mas sempre a procurar algo diferente, quer fosse na minha área de formação ou não. Acabei por sair, novamente por opção, e iniciei o Mestrado. 

Mantivesempre a procura de emprego. 

Paraser sincera, nesta altura tinha dois currículos, um com a licenciatura e outro sem, porque todos sabemos como funciona o mercado de trabalho. 

No final do primeiro ano do Mestrado surgiu, finalmente, a oportunidade de fazer estágio na minha área. Era um estágio PEPAL, numa câmara municipal onde ia ter oportunidade de explorar diversas áreas. Perfeito. 

Tinhaa duração de um ano mas, felizmente, entretanto surgiu a oportunidade de ingressar num projeto, que nasceu durante o estágio. Ao fim de nove meses deixei de ser estagiária para passar, oficialmente, a técnica. 

O projeto tinha duração de três anos mas, novamente, tive a felicidade, e oportunidade, de integrar outro projeto, na cidade onde resido (logo tinha a conveniência de não perder cerca de uma hora por dia em deslocações) e que, apesar de no primeiro projeto haver muito para aprender, este projeto iria permitir aprender muito mais, ganhar muito mais competências, conhecimentos e, claro, currículo. 

Quando integrei este projeto, com contrato de 1 ano renovável, ainda que a probabilidade de ficar sem trabalho ao fim de um ano fosse quase nula, disse logo, para mim mesma, que ia ficar tranquilamente a aprender nesse primeiro ano e, depois, começaria a procurar outra coisa. Até porque, apesar de estar a trabalhar na área, não considero que o vencimento reflita o facto de se tratar de um trabalho especializado e de elevada responsabilidade. 

Ao fim desse ano, infelizmente, devido a uma série de acontecimentos, não me senti capaz de iniciar a procura. O turbilhão emocional, e também algumas questões de saúde que ainda não estavam desvendadas, foram deixando a procura para segundo plano.

Finalmente, no início de novembro fiz uma lista de todos os locais que conheço, numa área de 30 km, onde gostaria de trabalhar. A lista foi ficando guardada porque não me sentia realmente preparada, a nível emocional, para iniciar a demanda que, quando é algo porque ansiamos muito, é sempre exaustiva. 

Na semana passada, num dia em que estava sozinha em casa, agarrei na lista e comecei a procurar os endereços de email dos locais que tinha selecionado. 

E a lista está ali, à espera do momento ideal.

Mas, existe um momento ideal?

Bem, se houver uma oferta de emprego ativa, é esse o momento ideal. 

Mas para enviar candidaturas espontâneas, penso que vai um pouco do nosso bom senso. Tenho tudo pronto, mas pensei: estamos em dezembro, entre jantares de Natal, galas de final de ano, festas, férias, feriados e dias de descanso, o e-mail ia acabar por passar despercebido.

Assim, deixei para o início de 2018 o começo da aventura que é procurar um novo trabalho, numa área em que a oferta é pouca para tantos técnicos. 

Claro que também pretendo entregar alguns currículos em mão, mas para isso é preciso organizar toda uma logística. 

A procura de um novo trabalho vai ser uma das minhas apostas do próximo ano, que espero alcançar nos primeiros meses. 

Procurar um novo trabalho dá-nos alento, motiva-nos a trabalhar todos os dias, mesmo quando o ambiente não é o melhor, porque sabemos que, no que depender de nós, podemos estar melhor em breve. E, como sou uma pessoa ambiciosa e com objetos bastante definidos, sei que estou a fazer o que posso para os alcançar.

04
Dez17

Um fim-de-semana de trabalho também pode ser bom?

Pode pois.

Houve, há umas semanas, um fim-de-semana corrido, com diversos trabalhos em mãos, mas que soube a mel e a chá de limão quentinho. Quero dizer que, apesar de cansativo foi um fim-de-semana tão bom que podia repetir-se sempre. 

O sábado começou cedo. Levantei-me e, de roupa velha no corpo preparei-me para sair. Beijinho no L., que devia estar para lá dos sonhos depois de ter trabalhado até de madrugada. Beijinho na M que, voluntaria ocasional estava cansada e optei por deixar ficar no quentinho da cama, desta vez. Passei a manhã no abrigo da APA, entre cocós e lambidelas, mas é um "trabalho" sempre recompensado. São muitas as vezes que não apetece ir, não minto, mas saio de lá sempre revitalizada e infinitamente mais rica, emocionalmente. Depois do almoço e já na companhia dos meus companheiros de festa, fomos para a casa de campo. Mentira, isso queria eu. Mas fomos até à aldeia, onde apanhámos laranjas e tangerinas das árvores sempre na companhia de uma ovelha de lã cinzenta da poeira, mas ainda assim a convidar a um aconchegante abraço.  Seguiu-se a lenha. Cortar, pôr no carro, acartar para o sotão (é daquela lenha de qualidade que aquece 3 ou 4 vezes, isto sim é economizar). Deixar o robot a fazer o jantar e o bolinho e tratar do banhos. E da lareira. A primeira vez que acendemos a lareira na nossa casa.  Uma felicidade tão simples que ainda hoje me deixa de sorriso no rosto. O serão foi passado entre abraços e chá, bolo e Harry Potter. Pode lá haver melhor serão!

Desde que passados com quem amamos, e sem o tic tac do relógio a martelar constantemente na cabeca, até um fim-de-semana de trabalho nos consegue fazer sentir donos do mundo. Havemos de "comprar" mais fins-de-semana destes, comprar com tempo. Tempo para nós, para cada um de nós e para os outros. Tempo para respirar e para contemplar. Tempo para abraçar. Experimentem abraçar com tempo e vão ver como fica tudo mais claro. Tempo é dinheiro e se, hoje em dia, o nosso sucesso se mede pelo nosso dinheiro, deixemos que seja também medido pelo tempo que passamos a fazer o que realmente nos torna felizes. Não com o que nos deixa felizes porque essa felicidade é passageira, mas com o que nos transforma em pessoas felizes. 

Amem com tempo e vivam sem pressa. Talvez uma resolução de ano novo?

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