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O melhor do Mundo

24
Jun17

Feeeeerias 1ª volta! #5

O segundo dia em Roterdão foi para visitar um local que não estava nos planos, mas como disse no post anterior, como conseguimos ver quase tudo no primeiro dia, e só tínhamos autocarro ao fim da tarde, o tempo tinha que ser ocupado.

O L. descobriu que havia um Zoo na cidade e não se calou com o assunto. Eu, como excelente namorada que sou, acedi às suas vontades e lá fomos.

Na ida para lá atravessámos um parque onde havia vários campos de jogos e em cada um havia grupos de crianças, de várias escolas, a brincar. Eram pequenas e andavam livres, ao ar livre. Quando cada vez menos vemos isso em Portugal, fiquei feliz por saber que ainda há locais onde se valorizam estes momentos (o chamamento de Roterdão é forte). 

Para muitas pessoas os Zoos são prisões que exibem os seus reclusos, e em certa parte não deixa de ser verdade, mas são também espaços que fazem um enorme trabalho de preservação de espécies em risco. Estão cada vez mais "humanizados" e tentam recriar os habitats naturais, apesar de em alguns casos ser impossível.

O Zoo de Roterdão está muito bem organizado, uma vez que está dividido por áreas geográficas como África, Ásia, América do Norte, América do Sul, Austrália e Europa. É possivel ver algumas espécie que não existem em Lisboa e com algumas espécies é possível uma interação muito próxima. Por exemplo, há um tunel por baixo do habitat dos cães da pradaria, que permite aceder a um buraco no centro do seu território e interagir com eles.

Por minutos perdemos o nascimento de uma gazela, mas ainda vimos aqueles primeiros momentos em que a vida ganha toda uma outra dimensão e a pequena cria tentar colocar-se em pé.

 

 A zona da América do Sul é uma pequena recriação da Amazónia. Houve pessoas a desistir de visitar quando passaram da porta, a humidade é de tal ordem elevada que falta o ar, as roupas ficam imediatamente coladas ao corpo e o suor começa a correr em bica (eu sei que a descrição não é agradável, mas é o que é). Fora isso é um local bonito, onde podemos observar flora única. Havia imensas borboletas, de diversas espécies, mas são seres esguios e que não gostam de paparazzi, por isso só consegui fotografar duas espécies. Quanto aos nenúfares, dava para dançar o foxtrot lá em cima.

 Deixámos para último o espaço que mais cativou o L. a querer visitar este Zoo. Há uma espécie de oceanário, bem mais pequeno do que o nosso Oceanário de Lisboa, com menos espécies, mas com um pormenor que faz valer a pena a visita. Qual é o pormenor? Vejam vocês mesmos.

Isso mesmo, um tunel que passa por baixo do tanque. É lindo e vale muito a pena visitar.

Foi isto o nosso quarto dia de férias. O último antes de irmos para o destino final e mais aguardado.

Mas isto também significava que as férias estavam a chegar ao fim... 

 

23
Jun17

Feeeeerias 1ª volta! #4

Depois de Bruxelas, seguimos para o segundo destino. Outro país, e quase parecia outro mundo. Mais verde, mais luminoso, mas calmo.

Este é o país que aparecerá em primeiro lugar, destacado, na minha lista se algum dia Portugal deixar de ter oportunidades. Na Holanda o estilo de vida seduziu-me.

Começámos por Roterdão. 

Esta é uma cidade moderna e apesar de uma história já antiga, tem uma cara nova, uma vez que renasceu pela mão de diversos arquitetos contemporâneos, após ter sido destruídas por bombardeamentos nazis durante a II Guerra Mundial. Criatividade não lhes faltou. A cada esquina, em cada edifício, algo novo, e incomum, para ver.

As Cube House, de uma amarelo forte, são os edíficios mais estranhos da cidade (apesar de haver muito bons candidatos). Havia algumas à venda, por isso se estiverem a pensar mudar-se para Roterdão, ponderem. Mas levem pouca coisa, diz que o espaço de arrumação não abunda.

Ao lado desta floresta de casas amarelas encontra-se o Markthal, que em português significa "mercado municipal". Este edíficio colossal (fiquei verdadeiramente surpreendida com a sua dimensão), em forma de arco, abriga um mercado, onde se vende desde comida confecionada, ao estilo street food, queijo, fruta, bebidas e flores, tem também escritórios e apartamentos. Sobre a área do mercado, ergue-se um enorme tunel, no qual estão gravadas imagens gigantescas de fruta, legumes e animais, pintadas com cores vibrantes. 

Em Roterdão aproveitámos para passear bastante, sem o objetivo de ver este ou aquele local. Acabámos por nos cruzar com alguns moinhos, os famosos moinhos da holanda, já na periferia da cidade.

 

Foi uma cidade que me apaixonou verdadeiramente porque, apesar de albergar cerca de 600 mil habitantes, é uma cidade limpa, organizada e fluída. Facil e rápidamente se chega a qualquer lado, tanto que no primeiro dia lá conseguimos ver praticamente todos os pontos de interesse da cidade, e ainda conhecemos outros que normalmente ficam mais reservados ao habitantes.

Se tiverem uns dias livres e não souberem que destino escolher, ponderem Roterdão, não se vão arrepender. (se arreprenderem esqueçam que seguiram o meu conselho)

 

12
Jun17

Feeeeerias 1ª volta! #3

No segundo dia acordámos cedo, para uma cidade ainda adormecida e portanto mais calma. Fomos de metro até uma zona totalmente diferente de Bruxelas. Saímos mesmo na praça da sede da União Europeia e parecia que tinhamos chegado a uma nova cidade. Além dos edifícios mais modernos, a cidade parecia ter mais luz e um estilo de vida completamente diferente. 

Aqui houve dois grandes momentos que fizeram o meu coração temer pelo mundo em que vivemos, por aquilo que poderá estar mais próximo do que qualquer um deseja. 

Logo na praça da União Europeia, uma parte do Muro de Berlim. Se há momento da História que respeito e que me assusta, é a Segunda Guerra Mundial. Felizmente não passei por nada parecido, mas consigo imaginar, de forma muito vívida o que as pessoas sentiram.

IMG_4996.JPG

Um pouco mais à frente, quando procurávamos o Parc du Cinquantenaire, veparamo-nos com um monumento às vítimas dos atentados dos últimos anos. Estes sim, momentos que eu vivi, uns mais próximos do que outros,a nível geográfico, mas todos neste tempo que vivemos. E nunca sabemos onde, nem quando, vai voltar a acontecer.

 

Seguimos então para o Parc du Cinquantenaire. Um grande parque verde no meio de uma cidade fica sempre bem, havia pessoas a correr, a passear os cães, crianças e adultos. Adoro ver pessoas a viver a vida de todos os dias quando visito outra cidade. 

O Arco do Triunfo, uma das imagens de marca de Bruxelas, é colossal e surpreendentemente bonito. As figuras verdes destacam-se da estrutura do arco de forma perfeita.

Aqui visitámos o AutoWorld, uma vez que o L. adora carros. Havia viaturas bastante estranhas (e ele conhecia-as todas, raça do homem tem uma memória que não acaba), como carros cuja porta era na parte da frente.

Almoçamos pelas ruas da cidade uma deliciosas batatas fritas. Eu, que adooooro batatas fritas, e já comi muita batata nesta vida, nunca comi nenhumas tão deliciosas quanto aquelas. Mama mia que ali ficava gorda num abrir e fechar de olhos.

À tarde fomos até ao Atomium. Outra grande imagem de marca de Bruxelas, que eu ia com intenção de ver apenas por fora, depois de ler algumas críticas negativas à exposição. Mas o L. insistiu para entrarmos e, sinceramente, arrependemo-nos. A exposição não justifica o preço do bilhete e, para visitar a parte melhor, o último piso onde temos uma vista panorâmica da cidade, tivémos que esperar mais de meia hora na fila para o elevador. E depois nova espera para descer. Resumindo, o Atomium é extraordinário por fora, do último piso tem uma vista avassaladora sobre Bruxelas, mas não justifica o valor da entrada.

Voltamos ao centro para comer umas Waffles deliciosas, o cheiro daquela cidade torna impossível a fuga às waffles ou chocolate, não se iludam, não dá para fugir (neste dia fiz stock de calorias até ao Natal).

 Depois, apanhámos o autocarro para o segundo destino. Conto tudo no próximo post!

 

 

04
Jun17

Feeeeerias 1ª volta! #2

Saímos de Lisboa numa sexta-feira, em direção a Bruxelas.

Já há algum tempo que não andava de avião e, apesar de ser uma coisa que sempre gostei de fazer, devido a todos os acontecimentos recentes, estava com medo, de ter medo. Mas correu tudo bem e a TAP lá acalmou qualquer restício de nervos com o lanchinho servido: sandes de ovo e fiambre, compal essencial e café.

Deixámos um Portugal solarengo e já com temperaturas de verão e chagamos a Bruxelas com 11º. Friiinho! O que vale é que fomos prevenidos. 

Devido a todos os acontecimentos recentes, a primeira imagem da cidade não foi simpática, pois havia militares fortemente armados e policia em todo o lado. 

Quando viajo, tento imaginar-me a viver no destino. Bruxelas ficou bastante destacada no último lugar. Não que seja uma cidade feia ou desinteressante, que não é, mas vi coisas que não esperava ver. Como Capital da União Europeia esperava uma cidade limpa, organizada, luminosa e acima de tudo que proporcionasse condições de vida minimamente dignas a todos os seus habitantes. Havia dezenas de pessoas a pedir nas ruas, a viver nas ruas. Sabemos que há quem não queira ser ajudado e que a ajuda não chega para todos, mas era um número demasiado grande de pessoas a vivar na miséria. Sendo eu trabalhadora da área social, fiquei triste e desiludida. Foi também uma cidade onde não me consegui sentir segura, apesar do forte policiamente/patrulhamento das ruas. O olhar constante para as costas, as viagens de metro com a mochila do L. (onde estavam os valores) enfiada na minha barriga.

Mas como nem tudo é mau, vamos à partilha dos bons momentos. 

---

No primeiro dia deambulámos um pouco pelas ruas da cidade e passámos no Manneken Pis, a famosa estátua do menino a fazer xixi. 

 

Como íamos sem destino, passámos por várias ruas até que fomos ter à Grand Place, uma praça, rodeada por bonitos edíficios, sendo a maioria adornada com tons dourados. Aqui localizam-se edifícios como a Câmara Municipal e a Casa do Rei. Magotes de pessoas circulavam pela praça, desde turistas, pintores, e outros artistas a tentar a sorte do dia. Esta zona era bastante animada e fazia esquecer um pouco o que tínhamos visto à chegada.

E o primeiro dia foi praticamente isto. Ainda fizémos alguns quilometro a pé, mas o cansaço da viagem ditou uma ida precoce para o hotel e deitámo-nos ainda o sol ia alto. Eu sei, fraquinhos!

 

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